Todos os posts de Dra. Fernanda Cristofolini

Sou apaixonada pela minha profissão, é nela que busco o desejo de mais conhecimento, pois cada um é cada um e você vê que quanto mais a gente estuda, mais temos que estudar. O Corpo Humano é perfeito é uma arte, ele lhe dá respostas naquilo que você quer buscar... Dra. Fernanda Cristofolini

INJÚRIA NERVOSA PÓS RITIDOPLASTIA ( PARALISIA OU PARESTESIA DO RAMO FRONTOTEMPORAL OU RAMO MANDIBULAR)

A Injúria nervosa é uma lesão no ramo frontotemporal e ramo mandibular, causando parestesia ou paralisia da musculatura frontal, na maioria das vezes regride com o passar do tempo. A lesão do ramo frontotemporal, ocasionada a impossibilidade da movimentação da musculatura frontal, levando á queda da sobrancelha, á lesão do ramo mandibular produz uma alteração bucal que só é visível quando o paciente sorri ou fala, não sendo visível ao repouso.

As causas mais comuns de injúria do nervo facial são o traumatismo por eletrocoagulação, a tração excessiva dos tecidos, a infiltração de anestésico no nervo, o hematoma ou edema (compressão extrínseca), infecção, alterações anatômicas locais e a secção do nervo. Na maioria das vezes ocorre de forma parcial, regredindo durante um período de três a seis meses.

Uma sensação de dormência pode ocorrer após lesão de nervos sensoriais que, em geral, é temporária e recupera com o tempo.

No caso de lesão definitiva do ramo frontal, o cirurgião pode causar uma paralisia no lado não lesado mediante a secção nervosa ou aplicar injeções de toxina botulínica, uma vez que o que mais incomoda o paciente é a assimetria facial.

Tratamentos

Nas lesões nervosas o lado lesionado apresenta uma paresia flácida e responde bem aos estímulos excitomotores e ao tapping.

A Fisioterapia Dermato Funcional, atua estimulando os movimentos e sensibilidade da região afetada através da terapia manual, fortalecimento, mímicas faciais e tapping.

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Porém, muitos cirurgiões quando observam a lesão nervosa, infiltram na musculatura contralateral uma pequena dose de toxina botulínica, que promove uma paralisia flácida, equilibrando assim a musculatura. Nesses casos não há necessidade da fisioterapia dermato funcional intervir, pois a lesão, quando parcial, volta ao normal em seis meses, mesmo período de ação da toxina botulínica.

O paciente deve ser reavaliado após esse período.

 

Ventosas para as Mamas Ajudam as Mulheres com Dificuldades de Amamentar

Amamentação faz bem para a saúde dos bebês e das próprias mães.

As mamães aguardam ansiosas a chegada dos bebês, então nada melhor que uma gravidez tranquila e projetar um período de amamentação saudável e carinhoso.

A gravidez é um dos momentos mais lindos e marcantes na vida de uma mulher e a maioria delas quer amamentar no seio, já que o leite materno tem todos os nutrientes que o bebê precisa nos primeiros seis meses de vida, contribuindo para que ele não corra riscos de contrair doenças, como alergias, infecções, ou complicações mais simples: cólica e estresse.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a amamentação reduz a mortalidade infantil e contribui com benefícios que se estendem para a idade adulta. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, como anticorpos e glóbulos brancos.

Para as mães também é muito importante amamentar, pois pesquisadores da Universidade de Cambridge analisaram 13.998 nascimentos no sudoeste da Inglaterra e os estudos mostraram que das mulheres que amamentaram houve uma redução de 50% no risco de depressão pós-parto.

Mas nem todas as mães conseguem amamentar facilmente, como no caso das que possuem os mamilos invertidos, eles se contraem, se projetam para dentro ao ser estimulados e têm a aparência plana, ligeiramente invertida ou bastante invertida no centro.

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Os mamilos invertidos podem ser tratados antes e após a gestação. Uma técnica efetiva na reversão desse quadro é a Vacuoterapia. O procedimento deve ser realizado com uma ventosa (adequada ao tamanho do mamilo). É indicada uma pressão de vácuo tolerável pela paciente, sem trazer qualquer tipo de dano.

A técnica é bastante eficaz, pois produz uma sucção da ventosa e puxa o bico da mama para fora, facilitando a amamentação, além disso, deixa o tecido da mama mais hidratado e tonificado.

As ventosas são projetadas para melhor adaptação à região anatomicamente tratada e os mamilos invertidos, que não se projetam para fora, resultam em sérios problemas para as mães na hora de amamentar. Essa tecnologia de Vacuoterapia melhora justamente a protrabilidade do mamilo, promovendo sucesso para essas mulheres.

Além disso, ajuda a eliminar líquidos com a drenagem linfática, aumenta o aporte sanguíneo, estimulando a circulação e promove maior produção de colágeno, reduzindo a flacidez.

A UNICEF calcula que um milhão e meio de crianças morrem por ano por falta de aleitamento materno. E isso ocorre nos países do terceiro mundo e até mesmo nos mais industrializados.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) cita outras vantagens do leite materno para o bebê:

– Melhora o desenvolvimento mental do bebê.

– É mais facilmente digerido.

– Amamentar promove o estabelecimento de uma ligação emocional muito forte e precoce entre a mãe e a criança.

– O vínculo afetivo sólido facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com as outras pessoas.

– O ato de mamar ao peito melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes.

Amamentar tem vantagens também para a mãe:

– A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa.

– Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar.

– Ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente.

Portanto, as mães podem se sentir mais tranquilas com a ajuda da Vacuoterapia, principalmente na fase de amamentação.

ADERÊNCIA CICATRICIAL E TRATAMENTOS FISIOTERÁPICOS

ADERÊNCIA

 

Aderência é uma faixa de tecido que une dois tecidos do seu corpo, como se fosse uma cicatriz. Uma aderência pode se parecer com um filme plástico ou bandagens muito fibrosas.

A aderência acontece por uma resposta de nosso organismo a fatores como cirurgia, infecção, trauma ou radiação. Elas podem ocorrer em qualquer lugar do corpo.

Uma vez formadas, as aderências ficam mais rígidas com o passar do tempo, podendo aumentar de tamanho. Nesses casos, a aderência pode causar alterações no órgão afetado, alterando sua função ou dificultando seu movimento levando a outras compensações posturais.

Causas

As aderências podem acontecer como uma reação do corpo para reparar algum dano. Por isso é comum ela ocorrer após uma cirurgia, infecção ou trauma. Em alguns casos, as células do corpo responsáveis por reparar os tecidos não fazem diferença entre um órgão e outro. Se um órgão passa por reparos e entra em contato com outro tecido ou então outra parte de si mesmo, a cicatriz pode ligar as duas superfícies.

Sintomas de Aderência

Normalmente, as aderências não apresentam sintomas. Mas, dependendo do local em que a aderência ocorre, pode afetar nervos e causar alguns sintomas.

  • Adesões acima do fígado podem causar dor ao respirar profundamente
  • Aderências intestinais podem causar dor durante exercícios ou alongamento
  • Aderências envolvendo a vagina ou útero podem causar dor durante a relação sexual
  • Aderências pericárdicas pode causar dor no peito
  • Aderências pós operatórias podem causar dificuldade de amplitude de movimento levando a compensações posturais e dores.

É importante observar que nem toda a dor nesses locais é causada por adesões e nem todas as aderências causam dor.

Tratamento Fisioterapêutico

O tratamento dessa aderência consiste na utilização da técnica de depressomassagem pulsada em toda a extensão da aderência. A pressão utilizada deve ser de moderada a alta, caso contrário, não tem poder de liberar a aderência da pele com a aponeurose. A utilização da Rádio Frequência, crochetagem, Liberação manual, vibromassagem e RPG, também foram utilizadas.

Abaixo podemos observar uma aderência cicatricial Pós Cirurgia de Prótese Mamária Transaxilar, com complicação Pós Operatória devido a um hematoma com drenagem espontânea e com apenas 3 sessões foi possível observar a liberação dessa aderência.

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ALGUMAS DICAS PARA MANTER A POSTURA ERETA E EVITAR DORES INDESEJADAS

No final do dia você sente aquela dor insuportável nas costas? Tem a sensação de formigamento na região lombar? Os ombros ficam mais duros do que uma pedra? Você sabia que muitas dores nas costas estão relacionadas à má postura? Aqui vai algumas dicas para você manter a postura ereta em ações freqüentes do seu cotidiano:

1. Não cruze as pernas ao se sentar. Prefira manter os pés no chão, com as plantas completamente apoiadas.

2. Ajuste a altura da cadeira, fazendo com que o ângulo entre sua coxa e sua panturrilha seja de 90°.

3. Opte por cadeiras com apoio para as costas e com descanso para os braços.

4. Deixe as costas relaxadas apoiadas no encosto da cadeira. Evite ficar curvado ou forçar os ombros para trás.

5. Não deixe o pescoço curvado. Quando estiver lendo no computador, não incline a cabeça para frente. Já quando estiver lendo no celular ou tablets, evite dobrar o pescoço para baixo. Leve sempre os objetos para a altura dos olhos.

6. Ajuste a posição da tela do computador para a altura dos seus olhos. O mouse e o teclado devem ficar na mesma altura do antebraço.

7. Se você só tiver como opção um puff ou cadeiras sem apoio para as costas, não arqueie as costas. Sente-se sempre sobre os ísquios (ossos que ficam na transição entre os glúteos e o púbis).

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8. Repare qual a posição em que você dorme com mais frequência e adapte o travesseiro.

9. Evite dormir de bruços. Pode ser uma posição muito gostosa para você, mas certamente não é para sua lombar e cervical.

10. Se você dorme de barriga para cima, cuidado para não optar por um travesseiro muito alto.

11. Não durma na posição fetal, em que suas costas ficam arqueadas e as pernas dobradas.

12. A posição mais indicada para dormir é a de lado. Se você estiver colocando o braço para apoiar a cabeça, provavelmente seu travesseiro está baixo demais. Não deve haver nenhum vão entre seu travesseiro e seu pescoço.

13. Melhor ainda se você conseguir dormir de lado e com um travesseiro entre as pernas, para evitar sobrecarregar os quadris e a coluna.

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Lombalgia durante a gestação: eficácia do tratamento com Reeducação Postural Global (RPG)

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Lombalgia durante a gestação: eficácia do tratamento com Reeducação Postural Global (RPG)

Autores: Vinicius Fernandes Barrionuevo Gil, Maria José Duarte Osis, Aníbal Faúndes. Esse estudo foi desenvolvido pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP e publicado na revista Fisioterapia e Pesquisa da Universidade de São Paulo em 2011.

As dores lombares acometem cerca de 50% das mulheres no período gestacional, o que interfere nas suas habilidades físicas e qualidade de vida.

Por se tratar de um período cuja adoção de métodos diagnósticos e terapêuticos são limitados, as medidas de alívio devem se basear na aquisição de novos hábitos posturais, a adequação dos ambientes de trabalho e o uso de exercícios terapêuticos específicos.

A Reeducação Postural Global (RPG) é uma opção de técnica fisioterapêutica para o tratamento da dor lombar. Essa técnica preconiza a utilização de posturas específicas para o alongamento dos músculos organizados em cadeias musculares, sendo benéfico para as gestantes com dor lombar porque o aumento da lordose lombar é comum nesse período e a RPG contribui para diminuir e harmonizar as tensões musculares na cadeia mestra posterior, principalmente nos músculos paravertebrais da região lombar. Vale ressaltar que o alongamento global também poderá contribuir para um melhor alinhamento corporal, pois durante a gravidez o aumento do peso corporal provoca mudança do centro de gravidade, interferindo na postura, equilíbrio e locomoção.

Dessa forma, o objetivo desse estudo foi verificar o efeito da RPG no tratamento da dor lombar durante a gestação, bem como sua relação com as limitações funcionais das gestantes.

Metodologia

Participaram do estudo 34 gestantes, as quais apresentavam dor lombar, nuliparidade, gestação única de baixo risco, idade gestacional entre 20 e 25 semanas, faixa etária de 18 a 40 anos, ausência de doença clínica ou obstétrica, ausência de patologias pré-existentes da coluna vertebral.

As gestantes foram aleatoriamente dividias em dois grupos: grupo RPG (realizaram oito sessões semanais) e grupo controle (participavam de um encontro ao início e outro ao final).

Todas as mulheres responderam prévia e posteriormente ao questionário Roland-Morris para avaliar as limitações funcionais resultantes das dores referidas sobre a coluna. Bem como sobre a intensidade da dor através de uma escala visual. As do grupo RPG assim respondiam a cada sessão e as do grupo controle a cada encontro.

Reeducação Postural Global: as participantes do grupo RPG realizaram 8 sessões de RPG com duração de 40 minutos, uma vez por semana, adotando duas posturas ativas: fechamento do ângulo coxo-femoral e abdução dos membros superiores; fechamento do ângulo coxo-femoral com adução dos membros superiores; ambas em contração isométrica ou isotônica em posição cada vez mais excêntrica, sem permitir compensações (alongamento global). As posturas adotadas foram conforme a avaliação prévia, seguindo o método RPG Souchard.

Resultados

O grupo RPG apresentou melhora significativa da dor após cada sessão de RPG, com exceção da última. Enquanto o grupo controle obteve um aumento progressivo da intensidade da dor. Com melhora significativa ao final do tratamento no grupo RPG quando comparado ao grupo controle, bem como menores limitações funcionais.

Os resultados indicam que a RPG pode dar uma importante contribuição no tratamento da dor lombar durante a gestação, reduzindo, ao mesmo tempo, as limitações funcionais, o que, certamente, repercute de maneira positiva sobre a qualidade de vida das mulheres. Os dados sugerem, ainda, que o tempo de tratamento proposto (oito semanas) foi suficiente para o controle da dor lombar, porém, como a observação se limitou ao período de tratamento, não é possível saber por quanto tempo persistiu a remissão da dor.

Conclusão

As gestantes apresentaram significativo decréscimo da intensidade da dor lombar ao longo do estudo e em comparação com as gestantes que seguiram somente as recomendações de rotina no pré-natal para tratar essa dor. Além disso, as mulheres submetidas a RPG apresentaram menores limitações funcionais do que as demais.

Fonte: www.rpgsouchard.com.br

Cuidado com a postura durante a gravidez

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A gravidez provoca modificações corporais intensas na mulher. O útero começa um processo de expansão, aumentando as curvaturas e abrindo lateralmente o corpo da mulher. A passada se abre devido à força interna centrífuga. Os músculos, as articulações e os ossos também sofrem extensas mudanças. O centro de gravidade da mulher tende a mudar com o passar dos meses de gestação. Logo, a coluna, base da sustentação, sofre grande impacto. Por isso, muitas gestantes passam a adotar uma postura incorreta, impondo à coluna vertebral e as articulações um esforço desnecessário.

Para amenizar o impacto sofrido pela coluna a gestante deve procurar praticar atividades de relaxamento. Além de reeducar a postura a gestante deverá fazer exercícios regularmente para diminuir as dores e os mal-estares. O trabalho de relaxamento da coluna, liberando a respiração é de grande importância para preparar o corpo para o parto e pós- parto. A postura correta para a grávida deve ser dinâmica e vital, variando de acordo com as suas necessidades. O mais importante é conhecer o funcionamento interno do seu corpo, as reais mudanças e seus efeitos sobre a postura.

Existem algumas orientações posturais básicas que auxiliam a gestante a ter o máximo de segurança e desempenho eficiente nas suas atividades diárias:

  • Levantar da cama: antes de levantar-se, mexer as mãos e pés com movimentos circulares para lubrificar estas articulações, preparando-as para o movimento. Virar-se de lado e apoiar o tronco sobre o cotovelo, levando as pernas para fora da cama. Evitar levantar flexionando o tronco para frente, pois esta posição promove um afastamento dos músculos reto abdominais, prejudicando assim a função de sustentação dos órgãos abdominais.
  • Deitar: sentar na beira da cama, apoiar o tronco sobre o cotovelo, girando de costas, colocando as pernas sobre a cama. Para levantar, utilizar o processo inverso. Para levantar, utilizar o processo inverso.

  • Dormir: utilizar travesseiro que preencha o espaço entre a cabeça e os ombros e outro entre as pernas. Preferencialmente utilizando um posicionamento para o lado esquerdo, pois esta posição permite um relaxamento dos músculos das costas, diminuindo a compressão dos discos intervertebrais e facilita a circulação do sangue, principalmente a uteroplacentária.

  • Ficar em pé: ao ficar em pé, a grávida deve deslocar o peso do corpo para a parte anterior dos pés, evitando sobrecarregar os calcanhares; para se posicionar desta forma, basta fletir ligeiramente os joelhos, contraindo as nádegas.

  • Caminhar: para realizar esta atividade a grávida deve estar usando sapatos adequados: confortáveis, de salto baixo e nivelados. O pé que está na frente deve tocar o chão primeiro com o calcanhar e os dedos voltados para cima; quando o pé vier de trás para frente, o joelho deve dobrar-se para frente antes do pé encostar no chão. Mantenha a cabeça erguida e balance os braços.

  • Sentar: para sentar-se a cadeira deverá ter encosto e braço de apoio, apoiando bem as costas, sentando-se sobre as nádegas, permitindo aos joelhos relaxar em ângulo reto e, aos pés, descansar no chão. Permanecendo muito tempo nesta posição, estimular a circulação batendo os pés nos chão alternadamente.

  • No trabalho: o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para a posição, seja em pé ou sentada. Para trabalho manual sentada, os móveis devem propiciar à gestante condições de boa postura, visualização e operação e devem ter, no mínimo, altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura da cadeira. O espaço deve permitir posicionamento e movimentação dos seguimentos corporais. As cadeiras utilizadas no posto de trabalho devem ter altura apropriada à estatura da grávida e à natureza da função exercida, encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da coluna lombar e suporte para os pés que se adapte ao comprimento da perna da mesma. Nas atividades em pé, a grávida poderá utilizar uma cadeira para descanso entre as pausas e outro apoio para elevar as pernas.

  • Dirigir: evitar extensão de braços e pernas mantendo-os semi flexionados, aproximar o banco da direção, sem comprimir o abdômen. Utilizar o cinto de segurança com a tira inferior abaixo do abdômen e a tira superior entre as mamas, desviando o abdômen.

  • Varrer: procurar vassouras e rodos de cabos mais longos para não se curvar durante a limpeza. Evitar torcer o tronco, empurrando o lixo para a frente do corpo. Estofar e engrossar o cabo facilitando a preensão.

  • Levantar objetos: dobrar os joelhos, abrir as pernas, encaixar a barriga entre elas. A força deve incidir sobre os músculos das pernas e não sobrecarregando a musculatura da coluna lombar.

  • Arrumar a cama: trocar o bebê ou banhá-lo, quando num nível abaixo da cintura, aproximar-se e ajoelhar-se junto ao móvel. Recomenda-se utilizar equipamentos apropriados e de altura adequada.

  • Banho: os produtos a serem utilizados durante o banho (shampoo, sabonetes, etc.), devem estar dispostos à altura dos ombros ou acima da linha da cintura. Evitando uma inclinação do tronco e compressão abdominal ao abaixar-se. Durante o banho recomenda-se a utilização de um banco no boxe sobre um tapete antiderrapante. Para lavar os pés, sente-se e cruze uma perna sobre a outra. No final da gestação com o crescimento abdominal, a melhor forma de fazê-lo será trazendo cada perna de encontro ao corpo. Aproveitar o momento do banho para realizar massagens circulares nas mamas e mamilos. Para lavar as costas utilize uma toalha de rosto dobrada no sentido do comprimento e lave-as na diagonal ou utilize escova de cabo longo, trocando alternadamente de lado.

Enfim, as gestantes devem entender e seguir as orientações de forma adaptável e gradual, de acordo com as condições individuais e a idade gestacional.

Fonte: www.rpgsouchard.com.br 

 

A importância do tratamento dos olhos em RPG: A visão binocular

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A princípio, a fisioterapia pode agir sobre os olhos, com, somente, uma certa vantagem em relação aos outros profissionais no sistema motor, já que, toda a biomecânica e o sistema músculo—esquelético, compreendendo também os olhos, são de nossa competência, mesmo que não tenhamos sida informados, na Universidade. Mas, uma coordenação com os ortópticos torna-se indispensável, porque é impossível dissociar os sistemas motor e sensorial dos olhos. Não podemos esquecer que um dos fatores de bom funcionamento motor é uma boa percepção sensorial. Outro aspecto onde o ortóptico torna-se indispensável é que, uma alteração entre os eixos visuais, uma retração no nível da musculatura extra ocular, só é detectada visualmente à partir de mais ou menos 24 dioptrias prismáticas. Mas, abaixo desta medida, nós já encontramos uma sintornatologia.

O principal sinal que torna evidente uma anomalia é um déficit de convergência. Quer dizer que os dois olhos são incapazes de realizar um movimento sincronizado e amplo, medialmente, seguindo um objetivo, é evidente.

Este déficit de convergência pode ter diferentes causas, mas, é sempre sinal de uma diferença de tensão recíproca entre os músculos oculomotores dos olhos e ocorrerá á partir deste problema, uma compensação no resto do corpo. Como nós já comentamos, o olho é igualmente um endocaptor proprioceptivo, fundamental para a estabilidade da postura. Será, então, principalmente a situação de tensão recíproca dos músculos extras oculares que determinará as possíveis adaptações no resto do corpo.

Quando existe qualquer tipo de alteração, se produzirá uma série de adaptações ou de compensações que podem ser, no plano sensorial, a supressão e no plano motor, a inclinação da cabeça. Para nós, o principal aspecto que pode determinar uma patologia, uma compensação ou uma incapacidade para integrar uma mudança postural é a posição relativa dos olhos entre eles. A princípio, esta posição relativa entre eles é determinada pelas suas posições anatômicas. No ser humano os olhos estão situados na parte frontal do crânio, orientados para frente, onde os eixos visuais dos dois olhos são dispostos de forma quase paralela entre eles.

Na visão de longe, os olhos permanecem paralelos, mas quando eles fixam um objeto na visão de perto seus eixos convergem. Este ajustamento,conhecido como convergência funcional, situa as imagens retinianas sobre pontos correspondentes a condição que haja um ponta próximo como estimulo.

Se eliminarmos o aspecto funcional, por exemplo, impedindo um olho de ver, a posição dos olhos será unicamente determinada pelos fatores anatômicos, fisiológicos e biomecânicos .  Normalmente esta posição dissociada será discretamente desviada da posição ativa. Este discreto desvio da posição ativa quando os olhos estão dissociados e conhecido como heteroforia e ,está presente na maior parte das pessoas (de acordo com os tratados de ortóptica)

Eis alguns valores considerados normais para a média da população.

Na VL: visão de longe as metros (02) de exoforia X

Na VP: visão de perto a 3,3 cm (0.6) de exoforia X.

Com a idade, pode ser mais comum fazer parte deste grupo. Mas, para nós, a existência da menor dioptria prismátita nos fará ficar atentos. Devemos definir, então, a heteroforia como um desvio latente relativo dos eixos visuais, produzido, quando o fator fusional é eliminado pelo tamponamento de um olho, ou quando os olhos estão dissociados por outros métodos. Mas, em certos casos, os olhos podem estar desviados mesmo quando não foi introduzido nenhum elemento dissociativo. Este desvio mais permanente, presente sem que haja dissociação, chama-se heterotropia ou estrabismo.

As heterotropias e os estrabismos estão ligados a problemas de visão binocular. Avisão binocular está atrelada à coordenação e à integração daquilo que os dois olhos recebem separadamente, em uma percepção binocular única. O funcionamento adequado da visão binocular sem sintomas, depende de quatro fatores de base:

1. Anatomia do aparelho visual

2. 0 sistema motor que coordena o movimento dos olhos

3. 0 sistema sensorial através do qual o cérebro recebe e integra as duas percepções monoculares.

4. 0 estado de retração

A presença de problemas em não importa qual destes quatro pontos, pode tornar a visão binocular difícil, às vezes, mesmo impossível. Se existem dificuldades binoculares, será necessário analisar os quatro fatores. Podemos colaborar com os ortópticos em certos casos, de forma a melhorar os parâmetros desta visão binocular.

POSSIBILIDADES, RESPONSABILIDADES E COMPENSAÇÕES NO ESTRABISMO

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A fim de manter a horizontabilidade do olhar e em função das possíveis alterações do eixo visual, nós podemos deduzir as compensações da cabeça, seguindo e designando as cadeias implicadas no nível dos olhos.

Situação Responsáveis Compensação lógica Cadeias
Reto Inferior medial obliquo superior Esterno contra lateral Anterior
Reto medial superior obliquo Inferior Jesus homo Lateral Posterior+ Anterior
Reto lateral inferior obliquo superior Esterno contra lateral Anterior+ posterior
Reto lateral superior oblíquo inferior Jesus homo Lateral Anterior+ posterior
Reto lateral obliquo superior obliquo inferior Rotação homo lateral(sobretudo se for o olho Predominante) Anterior
Reto Medial Rotação homo lateral (sobretudo se for o olho predominante) Anterior
Reto superior oblíquo inferior Inclinação homo lateral para um Jesus Posterior
Reto Inferior oblíquo superior Inclinação contra lateral para um esterno Anterior

Observando o quadro, que está centrado nos desvios monoculares, podemos tirar as seguintes conclusões.

1. 0 desvio vertical é o que marca a prioridade da cadeia implicada e o principal aspecto compensado. Por exemplo, quando o olho vai para baixo e lateralmente, a cadeia é anterior e posterior, porque está implicados o reto inferior e o reto lateral (além do oblíquo). Mas, é a cadeia anterior que tem a prioridade, porque a compensação da cabeça será um esterno, então, anterior. Esta prioridade do desvio vertical sobre o horizontal tem um paralelismo na qualidade dos sintomas que levam a um desvio vertical. Um discreto desvio vertical pode provocar maiores sintomas que um grande desvio horizontal. Eis como é respeitada a fidelidade à hegemonia da horizontalidade do olhar.

2. 0 quadro não é um guia para ler uma eventual lesão ocular a partir do exame das retrações cervicais. É um quadro didático. Por tratar se de zonas diferentes, o paciente, pode ter retrações ilógicas por causa das lesões acumuladas ou por motivos, desconhecidos. O gráfico serve para classificar em anterior ou posterior as retrações oculares, para escolher a postura e para ter uma idéia sobre a compensação existente, antes da manipulação. Vamos encontrar várias vezes, um esterno que, aparentemente, aumenta o problema dos olhos.

3. È muito difícil encontrar uma lesão exclusivamente monocular

INTERROGATÓRIO

No conjunto dos sintomas apresentados pelo paciente, podemos suspeitar que exista um problema ligado ao captor ocular diante às seguintes manifestações:

– Dores de cabeça (frontais ou occiptais)

– Dor nos olhos (atrás dos olhos)após utilização prolongada em  VP . Que aumentam no fim do dia.

– Diplopia, normalmente intermitente.

– Dificuldade de acomodação. Visão embaçada na passagem de VP e vice-versa

– Problemas de estereopsias.

– Contorno monocular (os incômodos diminuem quando fechamos um olho).

– Coceira nos dos olhos e lacrimação

– Vertigem, instabilidade

– Agorofobia, medo de grandes espaços.

– Apreensão ao dirigir, sobretudo a noite.

– Quedas e topadas freqüentes

– Stress

– Astenia, fadigabilidade excessiva.

– Dificuldade de concentração, de memorização ou da compreensão. Acentuação dos sintomas após o meio dia, ou após um trabalho intenso com os olhos.

É necessário checar igualmente, o captor ocular em casos de:

– Maus resultados escolares

– Problemas dc ‘caráter’ nas crianças

– Profissões que requerem uma fixação rnonocular muito dissociada (câmera man, fotógrafos, joalheiros, utilizadores de microscópio)

– Trabalho sob luz forte

– Nistagmo, ambliopias

– Treinamento esportivo de alto nível

 – Aparecimento de sintomas após a troca de óculos

EXPLORAÇÃO

A primeira coisa será, na visão geral, observar a posição da cabeça (primeira compensação de uma alteração ocular) e a posição dos olhos. Só é possível discernir pela observação, as alterações que correspondem a um número elevado de dioptrias prismáticas. Faremos, em seguida, um esquema dos olhos em um quadro, a fim, de desenhar os vetores responsáveis pela posição dos olhos, como uma rosa dos ventos. Além do exame das retrações e da reequilibração, realizaremos os seguintes testes.

Aproximação do Ponto de Convergência

Utilizaremos uma caneta que situaremos na altura dos olhos do paciente, a uma distância de 50 cm. Vamos solicitar ao, paciente que fixe, com os olhos, a ponta da caneta e vamos aproximá-la progressivamente, em direção do paciente, até tocar a ponta de seu nariz. Uma seqüência coordenada, simétrica e progressiva do objetivo até a ponto do nariz, será uma seqüência normal. Se um olho segue o objeto e o outro menos, ou de forma fracionada, ou se aproxima para em seguida escapa em uma divergência, ou se o paciente inclina a cabeça para trás (neste caso devemos sustentá-la), a seqüência será anormal.

O problema se situa no olho que não converge. Realizaremos o teste com a correção que o paciente porta habitualmente (óculos, lente). Anotaremos a distância do ponto em que um dos olhos pare de convergir, ou que veja duplo ou embaçado.

 Atenção, pois um olho pode se desviar completamente e a pessoa continuar a ver uma só caneta. Isto nos permite apreciar quando existe uma supressão.

Olho Dominante

Vamos Procurar o olho dominante na visão de longe, como também na visão de perto. Para a VL utilizaremos uma folha de papel, com um buraco do tamanho de uma moeda de 1 real. Pediremos ao paciente que nos fixe, através da folha, a uma distância de 4 ou 5 mm. O olho que o paciente colocará através do buraco será o olho dominante em VL. Se o paciente hesite pode ocorrer que a dominância não seja clara.

Para VP, podemos utilizar um pequeno espelho. Esconderemos sua maior parte com um esparadrapo, deixando aparecer apenas uma estreita parte de 2 cm. Posicionado a uma distância de 30cm, o paciente observará o reflexo da ponta do seu nariz. Então, taparemos um olho e depois o outro para saber quando o paciente perde a imagem de vista. Estes dois testes podem estar em contradição.

Cover – Uncover Teste

Este exame é um pouco mais complexo, mas de uma importância vital para as crianças e os jovens que tiverem uma resposta negativa no teste de convergência. Este, permite dissociar os dois olhos e por em evidência as heteroforias.

A ponta de uma caneta é posicionada no plano dos olhos, a 20 cm do paciente (e não 33cm); o profissional tapará um olho, depois o outro, várias vezes.

 Quando o tapa – olho que fazemos com nossa mão é retirado, a mão deve sempre sair por cima, o olho deve permanecer fixo, sem nenhum tipo de movimenta. Se o olho mexe para retomar a fixação (movimento de restituição), é que existe heteroforia e que., durante a dissociação, o eixo visual de um dos olhos, mudou de posição.

O ortóptico pode medir esta heterotoria por dioptdas, com prisma. Para nós será suficiente detectá-la e nos concentrarmos sobre o ponto de origem do movimento de restituição pela qual se manifesta a posição dissociada do olho.

O exame se complica quando, após ter determinado o olho dominante, este se revela estar discretamente diferente em estrabismo ou microtropias. É importante incluir o cover – uncover teste, para detectaras tropias.

Existem outros testes, que serão fundamentais nos estudos minunciosos de vertigens, para determinara implicação ocular.

A FISIOTERAPIA NA REABILITAÇÃO DA MIELOMENINGOCELE

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A espinha bífida ou mielodisplasia se refere a um defeito congênito da porção posterior do canal vertebral, o qual se apresenta fechado de forma incompleta, devido à falta de fusão dos arcos vertebrais. Esta patologia pode ser apresentada sob as seguintes formas:

  • Espinha bífida oculta a pele recobre a lesão e não há protrusão de elementos neurológicos, geralmente resultando em déficits neurológicos mínimos;
  • Meningocele há uma protrusão cística recoberta por pele, em que freqüentemente não há elementos neurológicos contidos no saco e ocorre um mínimo de alterações neurológicas;
  • Mielomeningocele, tipo mais freqüente, há uma protrusão de elementos neurológicos encontrados sem o saco tecal, o que gera uma maior gama de déficits neurológicos.

A espinha bífida é geralmente associada a outras anormalidades do encéfalo, incluindo hidrocefalia e malformação de Arnold-Chiari tipo II.

A malformação de Arnold-Chiari tipo II é caracterizada por uma diminuição no espaço disponível para alojar o cerebelo (componente do cérebro com funções importantes no equilíbrio, postura e marcha). Os sintomas levam a irritabilidade que se agrava quando está a alimentar, choro débil, salivação excessiva, rigidez da nuca, problemas respiratórios, atrasos no desenvolvimento, movimentos rápidos e involuntários do olhos para baixo; é geralmente acompanhado de: 1) mielomeningocele – o canal medular e coluna vertebral não encerram durante o desenvolvimento fetal, originando paralisia parcial/completa abaixo dessa área; 2) hidrocefalia – acumulação de líquido no interior do cérebro; 3) siringomielia – acumulação de líquido no interior da medula espinhal.

O quadro clínico da mielomeningocele se manifesta através de alterações ortopédicas, neurológicas e geniturinárias; as ortopédicas ocorrem sob a forma de contraturas musculares generalizadas, deformidades da coluna espinhal, hipercifose e escoliose, as quais posteriormente geram dores articulares. As alterações neurológicas estão intimamente relacionadas à localização e magnitude da falha, sendo a sede mais freqüente, na mielomeningocele, a região lombossacra. As seguintes manifestações podem ser observadas no lactente ou em crianças de tenra idade: paralisia flácida, diminuição da força muscular, atrofia muscular, diminuição dos reflexos tendíneos, diminuição ou abolição da sensibilidade exteroceptiva e proprioceptiva, além de deformidades de origem paralítica e congênita. Os acometimentos do trato geniturinário são norteados pela incontinência urinária e fecal, bem como alterações na sexualidade dos portadores desta patologia. Tendo em vista todos estes aspectos, nota-se quão necessário se faz uma abordagem fisioterapêutica precoce nestes pacientes, buscando eliminar ou minimizar as alterações proporcionadas por esta patologia.

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO ORTOPÉDICO

As alterações de caráter ortopédico acometem as mais variadas porções do corpo, tais como coluna vertebral, quadris, joelhos e pés, e são causadas pelo desequilíbrio entre a musculatura agonista e antagonista envolvidas. Há de se ressaltar a influência do nível da lesão sobre a manifestação clínica apresentada, uma vez que o mesmo determina a condição de tônus e trofismo da musculatura envolvida e, conseqüentemente, promove as alterações observadas na sua musculatura antagonista. O tratamento destas enfermidades deve ser baseado em manipulações e reequilíbrio da musculatura envolvida no processo patológico.

No intuito de se prevenir o encurtamento muscular, que posteriormente leva à formação de contraturas e deformidades, o processo de reabilitação pode atuar através de: exercícios passivos; alongamento das cadeias musculares que apresentam o tônus normal ou aumentado, devido à sua tendência à retração; tração manual de estruturas; massoterapia, no sentido das fibras musculares; e mobilizações intra-articulares. Estas técnicas possuem princípios fundamentados na manutenção do arranjo linear do colágeno, ativação da cinética do líquido sinovial e promoção de melhor aporte sanguíneo com conseqüente aumento da flexibilidade das estruturas musculares. Tem sido notado que os pacientes que recebem exercícios passivos, pelo menos duas vezes ao dia, a menos que sejam ortopedicamente contra-indicados, desenvolvem menos contraturas.

Os cuidados no intuito de se evitar a instalação de contraturas e deformidades nestes pacientes não devem estar limitados apenas ao horário correspondente ao atendimento fisioterapêutico. Para este fim, deve-se lançar mão do uso da imobilização controlada por meio de goteiras de gesso ou termoplásticas. O ortostatismo precoce auxilia tanto no ganho e manutenção do comprimento quanto na de força e propriocepção por parte da musculatura.

Quanto ao fortalecimento e aumento de tônus da musculatura débil, a fisioterapia pode atuar através da estimulação elétrica neuromuscular, a fim de restaurar a força através do recrutamento de unidades motoras, bem como promovendo um estímulo proprioceptivo a esta musculatura. A prevenção ou minimização de contraturas dos membros inferiores e, conseqüentemente, de padrões cinemáticos assimétricos, leva a uma melhora significativa no processo de deambulação desenvolvido por estes pacientes.

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NEUROLÓGICO

Os pacientes podem ser classificados de acordo com o nível neurológico em torácico, lombar alto, lombar baixo e sacral. Os pacientes que apresentavam paralisia flácida de membros inferiores, lesão de T12 a L1 eram caracterizados pela ausência de forças deformantes nos membros inferiores; nos pacientes lesionados de L4 para baixo se observavam geralmente deformidades e luxação dos quadris; e nos pacientes lesionados de S1 para baixo se observavam paralisias localizadas principalmente abaixo dos joelhos.

O atraso no desenvolvimento neuropsicomotor pode ser notado através do déficit de controle da cabeça e tórax, principalmente nos casos associados à hidrocefalia, bem como na dificuldade encontrada pela criança ao início dos processos de sentar, levantar-se e deambular. Quanto a este aspecto, é necessário empregar técnicas de auxílio ao desenvolvimento neuropsicomotor, no intuito de se promover um incremento à aquisição destes padrões neuroevolutivos.

No tratamento destes pacientes, portanto, a utilização e o tipo de órtese dependem do nível de função motora da criança. As órteses destinadas a promover a posição em pé devem ser prescritas de forma mais precoce possível, uma vez que contribuem para aprimorar o desenvolvimento visual e motor da criança. É necessário realizar uma inspeção periódica do equipamento em relação ao comprimento e adaptação, no intuito de prevenir a formação de deformidades e úlceras decubitais, além de um controle de sua eficácia, uma vez que o equipamento deve servir para ampliar não a reduzir o horizonte da criança.

A equipe de fisioterapia deve lançar mão de atividades que contribuam para treinar o equilíbrio, tornando a criança segura na posição em pé, tais como: ficar em pé com as mãos encostadas na parede; movimentar primeiro uma e depois as duas mãos em direção a marcas coloridas de cor diferente; fazer força contra-resistência oposta pelo fisioterapeuta; manter as mãos em contato com uma grande bola, enquanto o fisioterapeuta a movimenta de forma multidirecional; estender uma ou ambas as mãos em diferentes direções no intuito de apanhar objetos, e assim por diante.

Uma vez que a maioria das crianças em uso de órtese e de muletas consegue andar, faz-se necessário valorizar a importância especial que a capacidade funcional das mãos assume neste tipo de paciente. Portanto, deve ser treinada a extensão das mãos e a manipulação, mediante tarefas tanto Bimanuais como envolvendo apenas uma das mãos.

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO NA INCONTINÊNCIA  

Os pacientes portadores de lesões lombossacrais apresentam incontinência urinária paradoxal ou por transbordamento, o que significa que a bexiga jamais se esvazia completamente: a urina “goteja” quando do seu enchimento, faltando à criança a sensação de plenitude, uma vez que a bexiga desnervada não fornece nenhum feedback sensitivo. A equipe de fisioterapia deve orientar os cuidadores da criança para a realização da compressão manual externa de direção póstero-inferior sobre o baixo ventre, com intuito de favorecer a drenagem vesical, diminuindo, assim, a urina residual e, conseqüentemente, o risco de infecções.

No tocante ao controle fecal se nota que por vezes a criança afetada parece sofrer de diarréia, quando na realidade esta pode ser devido à prisão de ventre crônica. O treinamento da evacuação deve ser realizado no intuito de evitar o transtorno referido anteriormente. É necessário que se crie o hábito do esvaziamento fecal matinal e, mais uma vez, a equipe de fisioterapia deve contar com o auxílio incondicional dos cuidadores.

Desse modo se conclui que o tratamento do paciente acometido pela mielomeningocele deve ser ofertado de forma holística e multidisciplinar, dada a complexidade dos acometimentos gerados por esta patologia. Deve ser ressaltada também a importância da correta orientação e participação dos cuidadores neste processo, uma vez que estes possuem contato mais freqüente com a criança afetada, possibilitando, assim, uma potencialização do tratamento.

Jovens não estão livres de problemas na coluna

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Diferentes hábitos do dia-a-dia podem comprometer severamente a saúde da coluna. Posturas incorretas no trabalho, durante a realização de tarefas domésticas, ao dormir ou estudar, por exemplo, oferecem riscos ao indivíduo que podem variar de dores a problemas mais graves, é o caso da hérnia de disco.

Normalmente, a população mais jovem não costuma dar tanta importância à própria coluna por associar o surgimento de patologias nesta região a pessoas da Terceira Idade. De fato, o processo de envelhecimento provoca, naturalmente, alterações na coluna vertebral, que se torna mais suscetível a traumas. Mas isso não significa dizer que os jovens devem relaxar nos cuidados. Fatores como sedentarismo, tabagismo, obesidade e os próprios vícios posturais (principalmente, no manuseio de dispositivos eletrônicos) podem ser decisivos para o surgimento de desconfortos e complicações diversas à coluna dos mais jovens. Nesse caso, o melhor é prevenir, adotando uma atenção maior com a postura no dia-a-dia e optando por um estilo de vida mais saudável.

A RPG Souchard

A Reeducação Postural Global tem como foco o trabalho respiratório, o alongamento muscular e o fortalecimento da musculatura essencial ao equilíbrio do corpo. Mas o trabalho não se limita à correção postural, o método também auxilia no tratamento de desconfortos frequentes que afetam músculos, articulações e ossos.

A RPG Souchard soluciona o problema ao mesmo tempo em que ensina ao paciente como evitar o surgimento de desconfortos ou o retorno de antigos. O tratamento visa à causa do problema, de modo que a recidiva seja improvável.

O método inovador da fisioterapia, criado e desenvolvido pelo francês Philippe Souchard, reorganiza os segmentos do corpo tratando o indivíduo e não a doença. Os exercícios práticos aliviam e evitam diversos tipos de dores e podem ser indicados a pacientes de todas as idades com a devida atenção individual do fisioterapeuta acompanhante e adaptação às necessidades de cada indivíduo.

A RPG Souchard faz bem mais do que corrigir a postura.


Estrabismo: Causas, Sintomas e Tratamento com RPG Souchard.

Quando os músculos oculares sofrem um desequilíbrio em sua função, provocando um desalinhamento dos olhos para direções diferentes, caracteriza-se o Estrabismo. Essa alteração óculo-motora representa a perda do paralelismo dos olhos, assim ocorre o desvio de um ou ambos os olhos em qualquer direção em relação à vista frontal, podendo se manifestar de três formas mais comuns:

estrabismoConvergente: o olho afetado está desviado para dentro, em direção ao nariz;

Divergente: é o desvio do olho para o lado;

Vertical: quando o desvio do olho afetado é para cima ou para baixo, ou seja, no sentido vertical.

Causas do Estrabismo

A causa do Estrabismo não é totalmente compreendida, mas essa alteração ocular normalmente acompanha doenças que afetam o cérebro.

Os movimentos dos olhos são controlados por seis músculos em cada olho. Para permitir a realização plena e correta desses movimentos, os músculos responsáveis devem trabalhar harmoniosamente, pois se não atuarem em conjunto, num equilíbrio perfeito de forças, ocorrerá o desvio ocular. Estes músculos são controlados pelo cérebro através de impulsos nervosos. É por essa razão que, frequentemente, o Estrabismo pode estar associado a doenças como paralisia cerebral, Síndrome de Down, traumas e tumores cranianos e outras complicações que afetem o cérebro.

Sintomas do Estrabismo

Geralmente, o Estrabismo pode provocar alterações funcionais no olho, além de cefaleias e tonturas, embaçamentos nos olhos ao realizar esforços visuais, etc.

Até, aproximadamente, os quatro meses de vida, qualquer bebê pode apresentar pequenos desvios nos olhos. Mas isso ocorre raramente e por períodos muito curtos. Nesse caso, os reflexos que alinham os olhos ainda não estão maduros. Porém, quando a criança ultrapassa essa idade, o fenômeno não deve mais acontecer, uma vez que qualquer desvio ocular permanente é considerado Estrabismo, independentemente da idade.

Quando o Estrabismo surge já na fase adulta, normalmente é causado por alguma doença física não ocular, como doenças neurológicas ou diabetes. O aumento dos acidentes de trânsito também tem contribuído para o aparecimento do Estrabismo, em virtude de traumatismos na cabeça. No adulto, o primeiro sintoma que surge é a diplopia (visão dupla), o que não há no Estrabismo adquirido mais cedo.

Tratamento do Estrabismo com a RPG Souchard

Baseada em ajustes posturais que permitem a reorganização e o reequilíbrio da estrutura corporal, a RPG Souchard oferece inúmeros benefícios não somente para a postura, ela também age como tratamento a inúmeras doenças, como os distúrbios oculares, mais precisamente o Estrabismo.

 A RPG Souchard é uma técnica bastante utilizada para a correção de articulações que não estão em suas posições fisiológicas. O trabalho de Reeducação Postural Global é feito no local da lesão, atuando delicadamente sobre os olhos e sobre o comportamento cervical envolvido.

Através de sessões de RPG Souchard é possível alcançar uma melhora significativa da visão, em virtude da recuperação do paralelismo dos olhos. E em alguns casos pode haver, inclusive, a redução dos graus sobre as lentes dos óculos, trabalho que, entretanto, deve ser sempre acompanhado pelo oftalmologista.