Fome e Frio

Existe uma grande diferença entre necessidade e vontade de comer. A popularmente conhecida gula é algo comum a todos nós, e muito pouco tem a ver com a necessidade que o organismo tem de ingerir nutrientes.

inverno

Os sentimentos de fome e de saciedade são controlados por áreas diferentes do hipotálamo, região do cérebro responsável pela regulação do apetite, temperatura corporal, balanço de água no corpo, sono e alguns fatores relacionados a emoções.

Estudos chegaram à conclusão de que a área que regula a fome é inibida pelo calor, e, por outro lado, a região que controla a saciedade é inibida pelo frio. Então, aquela sua suposta necessidade de comer mais quando está frio não é apenas uma impressão, é real. Ao mesmo tempo, isso também explica porque é tão mais fácil fazer dieta no verão.

A digestão e absorção dos nutrientes contidos em nossa alimentação produzem uma certa quantidade de calor, é o que chamamos de efeito térmico dos alimentos. O tempo frio, além de prejudicar a inibição do centro da fome, também facilita a perda de calor para o ambiente. Portanto, mesmo produzindo calor com nosso consumo normal de alimentos, esse calor é rapidamente perdido, o que colabora para sensação de fome.

Seguindo essa lógica, também é possível entender porque quanto mais intensa é uma atividade física, menos fome sentimos depois de executá-la. Exercícios físicos elevam a temperatura corporal, o que faz com que os praticantes sintam bastante sede, mas nenhuma vontade de comer. A fome, geralmente intensa, costuma vir depois, quando a temperatura corporal abaixa.

Mas por que sentimos tanta fome depois de atividades intensas realizadas na água, como a natação, por exemplo? Acontece que o corpo humano perde mais calor para o meio líquido do que para o ar, o que faz com que a temperatura corporal abaixe e, consequentemente, nossa vontade de consumir alimentos aumente depois de sairmos da piscina.

De fato, a maior fome que sentimos em tempos mais frios tem fundamento e pode ser explicada pela ciência, mas isso não quer dizer que seja preciso aumentar a ingestão de comida nesses períodos. Nossa necessidade de nutrientes é independente da temperatura, portanto, devemos aprender a controlar e organizar melhor nossa alimentação, entendendo como o nosso organismo funciona.

 

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